B.R.A.V.I.N.G - confiança entre líderes e equipes

B.R.A.V.I.N.G.: como criar confiança entre líderes e equipes?

A confiança é um elemento essencial para qualquer equipe. Um equipe que trabalha sem confiança, não é, de fato, uma equipe. É apenas um grupo de pessoas, dividindo um mesmo ambiente e muitas vezes fazendo progressos individuais e insuficientes.

Quando existe um clima organizacional individualista e hostil, as pessoas tendem a não compartilhar informações, lutam apenas por seus direitos e nunca cooperam umas com as outras. Mesmo que seja uma equipe composta por pessoas habilidosas, elas nunca alcançarão seu pleno potencial se a confiança não estiver presente no grupo.

Sem confiança há menos inovação, colaboração e pensamento criativo. As pessoas tendem a gastar seu tempo muito mais protegendo seus próprios interesses do que ajudando o grupo a alcançar os seus objetivos.

Mas como funciona a confiança nas organizações? A seguir, conheça a anatomia da confiança e veja dicas de como impulsioná-la em seu grupo de trabalho.

O líder como provedor de confiança

Neste processo, o papel de líder é fundamental para criar a confiança entre ele e a equipe e também entre os seus membros. A liderança depende da confiança. Nenhum trabalho ou projeto será bem-sucedido se as pessoas não confiam em seu líder, ou vice-versa.

Confiar em alguém é acreditar na integridade e na força de uma pessoa para fazer algo, mesmo que isso não beneficie diretamente a si mesmo. Quando os membros de uma equipe se sentem seguros uns com os outros, eles se sentem mais confortáveis para se abrir, assumir riscos e expor suas ideias e mesmo suas vulnerabilidades.

Uma equipe confiante também se torna mais propensa a compartilhar conhecimento e a se comunicam abertamente. Dessa forma, aumentar o nível de confiança da equipe é uma forma de engajar as pessoas e de garantir a produtividade e o bem-estar de todos.

Quando estamos cercados por pessoas que acreditam no que acreditamos, ficamos mais confiantes em assumir riscos, em experimentar atitudes e ideias novas, sabendo que há alguém que nos apoiará nessa jornada, que acredita no que acreditamos, alguém em quem confiamos e que confia em nós. Por isso, líderes que conseguem inspirar a confiança, desenvolvem equipes mais sinérgicas, inovadoras, criativas e cooperativas.

A anatomia da confiança

Às vezes, pensamos que a confiança é construída por intermédio de grandes gestos durante períodos ruins de nossas vidas, mas a confiança é construída, nutrida e protegida na simplicidade, nas pequenas ações do dia a dia.

Brené Brown, famosa pesquisadora da Universidade de Houston, estabeleceu uma nova definição de confiança, que ela chamou de “B.R.A.V.I.N.G.”, um acrônimo que descreve o que é necessário para existir um relacionamento que tem confiança. Brené criou alguns requisitos que devemos refletir antes de termos plena confiança em alguém. São eles:

B – Boundaries (Limites)

Qualquer relacionamento que tenha confiança, dentro de uma organização, deve ter limites que permitem proteger todos os envolvidos. Isso significa que eu confio em você se você tiver certeza sobre os seus limites e os respeitar e, também, se você conhecer os meus limites e os respeitar.

R – Reliability (Confiabilidade)

A confiabilidade é um dos sentimentos mútuos mais importantes que precisam estar presentes em um relacionamento de confiança. Isso significa que eu confio em você se você fizer o que você falou que iria fazer, não só uma vez, mas sempre.

Nada é mais frustrante do que um líder prometer algo e depois voltar atrás. O mesmo vale para a equipe prever que fará algo sem ter a certeza de que realmente conseguirá entregá-lo.

A – Accountability (Responsabilidade)

Erros sempre acontecem e sempre acontecerão também no ambiente de trabalho. Brené diz que “não há inovação e criatividade sem falhas”. No entanto, se eu vou confiar em você, você terá que ser capaz de assumir seus próprios erros, pedir desculpas e procurar uma conciliação. Confio em você para me oferecer essa mesma confiança.

V – Vault (Cofre)

Um cofre é muito importante no processo de confiança. É o processo de confiar que a outra pessoa irá guardar os seus objetos de valor e que nunca irá traí-lo. Ou seja, espero que as coisas que eu confidenciei a você serão sempre mantidas em segredo.

I – Integrity (Integridade)

A integridade é fundamental para balizar o relacionamento em qualquer equipe.

Mas, para colocá-la em ação, muitas vezes é preciso colocar a coragem acima do conforto de optar por ações e escolhas mais divertidas, fáceis e rápidas. Para ela realmente impulsionar a confiança nas equipes, é preciso praticar a sua moral, não apenas falar sobre ela.

Lembre-se: a confiança é um sentimento baseado em um senso de valores comuns, entre eles a integralidade.

N – Non-Judgment (Não-Julgamento)

A diversidade das equipes, com pessoas de diferentes gerações, culturas e habilidades é um bom exercício para praticar a empatia e o não-julgamento.

Dessa forma, quando eu peço um conselho pra você, eu quero que você forneça um refúgio seguro, livre de qualquer julgamento. Também espero que você sinta que é capaz de fazer o mesmo comigo.

G – Generosity (Generosidade)

Faça a suposição mais generosa sobre o que eu faço, confiando nas minhas boas intenções e eu vou sempre confiar nas suas. Essa é a melhor forma de reduzir a competitividade e a individualidade no ambiente de trabalho, gerando confiança por meio da generosidade mútua.

Estes são os requisitos de Brené Brown para uma relação de confiança dentro de grupos de trabalho. Esse é um bom exercício para verificar se esses requisitos estão realmente sendo atendidos na sua equipe..

Outra dica é utilizar essa anatomia da confiança como um check list de sua confiança em si mesmo, como afirma Brown, às vezes é mais difícil confiarmos em nós mesmos do que nas outras pessoas. Assim, você poderá identificar os pontos que precisam ser trabalhados para confiar em si mesmo e para ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo. Afinal, como diz Brené, “não podemos dar a alguém algo que nós mesmos não acreditamos sermos dignos de receber”. Confie em si mesmo para, depois, impulsionar a confiança em seu grupo.

Você está pronto para transmitir e receber confiança de sua equipe? Quais são suas principais dificuldades para gerar um ambiente de confiança em sua organização? Você possui alguma experiência sobre como a confiança pode melhorar o trabalho de uma equipe? Compartilhe conosco nos comentários!

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