Como a conexão entre as pessoas poderá impactar o futuro do trabalho

O ser humano é um animal social. Se não o fosse, não teria trocado cavernas por cidades, não teria construído monumentos, códigos de lei e regras de convivência.

Eu certamente não estaria digitando estas palavras na tela brilhante de um monitor; você certamente não as estaria lendo em outra.

Na prática, essa predisposição para socializar significa que comunicação e conexão são intrínsecas à nossa existência.

Como afirmou o poeta John Donne na Inglaterra do longínquo século 16, “nenhum homem é uma ilha isolada; cada um é uma parte do continente”.

Essas palavras continuam ecoando cinco séculos mais tarde, na era da internet, da globalização, da realidade virtual. Mas como essa necessidade de conexão impacta nossa vivência hoje, agora? Como impactará amanhã? Como poderá moldar o futuro do trabalho?

É o que nos propomos a debater aqui. Se essa reflexão ressoa com você, reserve um tempinho para a leitura e reflita conosco.

A concretização de ideias no futuro do trabalho

Aqui no blog, já falamos sobre a importância de concretizar ideias, pois é indiscutível que temos mais facilidade em ter ideias do que em tirá-las do papel, ou sequer do mundo abstrato de nossos pensamentos.

Acontece que um dos requisitos para essa concretização é justamente utilizar o poder da comunidade. Estamos falando, é claro, de aproveitar o fato de sermos animais sociais e empregar o potencial de amplificação e execução do coletivo.

Apostamos que o futuro do trabalho está expresso mais na exploração desse encontro de ideias e potencialidades e na execução de projetos do que na completude de tarefas individuais.

O aprendizado (e o ganho) conjunto

Esse formato de trabalho baseado em projetos e desafios abre espaço para um novo modelo de aprendizagem, o Project-based Learning, muito utilizado nas iniciativas pedagógicas que buscam inovar o cenário da educação.

Entendemos que equipes que atuam conjuntamente para criar, executar, superar e compartilhar aprendem. Afinal, uma relação horizontal de trabalho resulta na cooperação entre pares e na ampliação de perspectivas individuais.

Há um aprendizado conjunto, uma evolução, que não seria possível caso a relação fosse exclusivamente vertical, de natureza subordinada.

Não se esqueça de que estamos vivendo num cenário VUCA. Em nosso dia a dia — e no seu também, somos capazes de apostar — essas relações de colaboração e coordenação tornam-se mais comuns e necessárias.

Estamos nos aproximando do final da segunda década do século 21 e é evidente que o modelo de trabalho tradicional não é capaz de suprir o volume e a complexidade das demandas que surgem, nem produzir as habilidades  profissionais e comportamentais necessárias.

A revolução que bate à porta

Você consegue sentir o ar da mudança?

O novo está chegando, e com ele a reestruturação das atividades humanas. O trabalho está incluso nesse espectro.

É ingenuidade pensar que a tecnologia não vai alterar nossa forma de produzir, o tempo que passamos no escritório, na fábrica, nas reuniões, na frente do computador.

Tudo está se transformando, e o futuro do trabalho, ou seja, o que pensamos que será o trabalho humano no futuro, logo vem bater à porta.

Acha que não?

Pense na Inteligência Artificial, que em poucos anos terá substituído a mão de obra humana em vários setores, especialmente nas tarefas mais mecânicas.

Tarefas, veja bem. A execução de projetos e o trabalho em equipe para o alcance de um objetivo comum continuam e continuarão dependendo da interação humana, das conexões que estabelecemos, das palavras que trocamos diariamente.

O conceito de cultura compartilhada

Todas as cores e argumentos que utilizamos até aqui pintam um cenário caótico, porém significativo, como nos quadros de Jackson Pollock. Há uma lógica, mas enxergá-la pode não ser tão fácil.

Relações de trabalho informais, intercâmbio de funções, trabalho baseado em projetos e equipes multifuncionais, cujas habilidades e interesses são distintos, porém complementares, tornam-se, aos poucos, pré-requisitos para a sobrevivência das empresas.

É por isso que garantimos que o futuro do trabalho englobará mais cooperação entre os indivíduos, sendo que a coletividade e a coordenação de esforços ditarão a tônica das relações trabalhistas.

Nessa discussão, que engloba múltiplas variáveis, surge o conceito de cultura compartilhada.

Por que cultura? Por que compartilhada?

Cultura porque nasce da convivência entre os colaboradores de uma empresa, de suas relações e do encontro de suas ideias, dúvidas, ações, códigos de conduta e princípios.

Compartilhada porque, a partir desse amálgama, cria-se um conhecimento customizado, próprio do grupo, que permite que seus indivíduos ajam de maneira coordenada e coerente ao enfrentar obstáculos, ao resolver impasses e ao absorver novos aprendizados.

Constrói-se uma rede de conexões, novos e compartilhados modos de pensar e agir. O resultado? Uma teia invisível transforma esforços individuais em iniciativas coletivas, alavancando seu impacto e alcance.

O espaço da facilitação

Nessa lógica, perdem espaço as velhas práticas e relações hierárquicas entre chefes e subordinados e ganha ênfase a facilitação como forma de liderança.

Isso porque a facilitação parte justamente do pressuposto de que ninguém tem todas as respostas e de que o verdadeiro conhecimento tem que ser construído, camada por camada.

Essa técnica permite ao líder — líder, veja bem, não chefe — engajar seus colaboradores em diálogos e processos de cocriação.

Ela abre espaço para o desenvolvimento coletivo, ao mesmo tempo em que garante o brotar da motivação individual.

O termo é familiar, mas você não sabe exatamente o que é e como funciona a facilitação? Temos duas sugestões de textos que vão ajudá-lo a compreender melhor o conceito e sua aplicação:

Chegamos ao final desta reflexão pensando o homem como um animal social, e associando a concretização de ideias ao poder do coletivo, à cultura compartilhada e à facilitação.

Tudo isso nos leva a crer que o futuro do trabalho está expresso nas relações horizontais de colaboração, na conexão de ideias, na coletividade e na superação das relações tradicionais de hierarquia.

Concorda conosco?

Gostaria de debater ideias e trocar informações (e percepções) sobre o futuro do trabalho? Quer saber mais a respeito dos processos de facilitação?

Conheça nossos programas e se informe sobre o Crie Engajamento, evento promovido pela Manifesto 55 que acontecerá em Florianópolis nos dias 21, 22 e 23 de setembro!    

 

** Este post foi um tema sugerido pelo Marcelo Bohrer, que faz parte da nossa comunidade. Faça como ele e nos dê dicas do que você quer ver por aqui! 🙂

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