Como criar um ecossistema inovador em sua organização?

É o que a maioria dos gestores se pergunta atualmente. Inovação é uma palavrinha mágica que, assim como empreendedorismo, domina qualquer roda de conversa corporativa, on e offline. E é fácil entender o porquê.

Vivemos em um mundo tecnológico no qual grande parte de nossa realidade é ditada pelos processos e produtos inovadores de nomes como Steve Jobs, Jeff Bezos, Elon Musk e Mark Zuckerberg.

No mundo V.U.C.A., acrônimo em inglês que corresponde a volátil, incerto, complexo e ambíguo, a mentalidade e a postura inovadora são os maiores valores de uma organização.

E não estamos falando de invenções mirabolantes, mas de pequenas conquistas diárias, mudanças de paradigma e na maneira padrão de fazer as coisas.

Então vamos lá: como criar e manter um ecossistema inovador em sua empresa?

Como gerar essa predisposição nos departamentos e promover a consciência individual e coletiva em relação à inovação?

É o que vamos descobrir. Como sempre, faça uma leitura crítica.

Os estímulos necessários para nutrir um ecossistema inovador

Um ecossistema inovador, como você já deve ter imaginado, não brota do nada; estímulos específicos são necessários para que ele se manifeste. Esses estímulos preparam o solo, deixando-o fértil para a contribuição dos colaboradores.

Abordaremos cada um desses estímulos a seguir, mas é válido ter em mente que para que ideias sejam concebidas e se transformem em soluções dentro de uma empresa, os colaboradores,  equipes ou grupos de trabalho precisam sentir que estão em um ambiente seguro.

Eles precisam estar à vontade para questionar decisões e dar sugestões sem medo de represálias ao seu modo de pensar.

A iniciativa para criar esse ambiente seguro, perceba, vem de cima, da gestão e da diretoria. Será que sua empresa tem esse perfil?

Reflita sobre esse ponto. Tenha em mente que as sementes da criatividade só brotarão em um ambiente propício a elas.

Se os processos dentro de sua organização são engessados, se a hierarquia e gestão são centralizadas, então seu trabalho começará por dar mais autonomia a cada colaborador, a engajá-los nas decisões.

Isso porque…

A catarse e a melhoria vêm da diversidade

A inovação nasce em um ambiente que acomoda uma pluralidade de ideias e perspectivas. Quanto mais distintas e complementares forem as formas de ver e atacar os problemas dos membros de uma equipe, mais potencial inovador ela terá.

Já falamos sobre os perfis de Belbin aqui no blog, e sobre a importância de saber formar grupos multidisciplinares.

Sabemos que, para construir um espaço em que todas as opiniões são respeitadas e levadas em conta, em que cada um pode dar o seu melhor, é fundamental conhecer esses perfis e saber trabalhar com cada um deles.

A catarse de um produto ou processo inovador acontece via confronto construtivo e debates.

Quando todos da empresa apenas validam o que o gestor propõe unilateralmente, a inovação permanece inalcançável, pois ela é um fenômeno que brota do coletivo e da colaboração de distintos pontos de vista.

Antagonismo e debate são o berço de grandes ideias em um ecossistema inovador.

O contato holístico com os processos

Você já assistiu ao filme Tempos Modernos, clássico de Charles Chaplin?

Se não assistiu, já deve ter visto as cenas em que o comediante interpreta Carlitos, um trabalhador que realiza sempre os mesmos movimentos e atividades na fábrica em que atua, sem conhecer o processo ou produto completo.

O filme evidencia o quanto essa dinâmica (de não conhecer o processo e produto completo) gera descontentamento e previsibilidade, sentimentos opostos a um ecossistema inovador.

Um ambiente empresarial se torna monótono e repetitivo quando não há mudança e espontaneidade, quando tudo acontece da mesma forma e as pessoas vivem a mesma experiência todos os dias.

Para evitar essa repetição massacrante, é essencial que os colaboradores se envolvam com os processos de forma holística e acompanhem o desenvolvimento de uma ideia, até que ela se torne um produto final.

Esse domínio sobre o processo criativo instiga um sentimento de comprometimento com os resultados, de autonomia e satisfação com o propósito.

A rotatividade de funções e atividades

Você já ouviu falar em job rotation? Trata-se de uma iniciativa que prevê que os colaboradores de uma empresa troquem de função por um dia ou uma semana e realizem as tarefas de cargos e departamentos que não os seus.

Essa dinâmica deve ser feita com preparação e consentimento, é claro.

Mas o grande trunfo é que ela terá como resultado a neutralização de bloqueios e uma maior integração entre a equipe, representando ao mesmo tempo um desafio e uma conquista.

Realizar atividades diferentes das rotineiras traz um sentimento de novidade e abrirá o espaço coletivo para novidades, trocas de experiências e descobertas.

Os 15 preciosos minutos da inovação

Criatividade é uma característica que anda de mãos dadas com a inovação.

Numa organização, ela é o resultado de processos mais abertos e menos engessados, nos quais os indivíduos têm tempo para refletir e encontrar formas genuínas de contribuir.

Quanto tempo os colaboradores têm para se engajar em atividades criativas, que não tenham a ver com resultados imediatos, pressão e cobranças?

Pouco, certo? Mesmo naquelas empresas que se dizem mais inovadoras.

Pois uma forma de estimular o uso consciente da criatividade é justamente conferir às equipes e departamentos tempo para pensar criticamente sobre suas atividades, para questionar, para trocar ideias e criar soluções em conjunto.

Tudo isso sem o peso das cobranças, das datas e das entregas. Estamos falando de algum tempo durante a jornada de trabalho para desobstruir os canais que estão entupidos e enxergar o mundo por novas lentes.

A relação entre propósito e prazer

No livro Happiness by Design, traduzido no Brasil como Felicidade Construída, o inglês Paul Dolan fala sobre a importância de equilibrar atividades que carregam consigo um senso de propósito, mas não necessariamente de prazer, como aquelas que realizamos tipicamente no trabalho, e iniciativas prazerosas, como passar uma tarde maratonando filmes e séries no Netflix.

No ambiente organizacional, a matemática é a mesma.

É preciso encontrar um equilíbrio entre inciativas significativas, que ressoam com a motivação individual dos colaboradores, e iniciativas mais alinhadas ao propósito da organização.

Quando há uma propensão acentuada para um lado ou para outro, o dia a dia acaba entrando em desequilíbrio, o que gera conflitos em vez de engajamento.

Em um ecossistema inovador, propósito e prazer devem coexistir!

Quer continuar lendo nosso conteúdo? Então que tal conhecer a natureza da relação entre empreender e inovar? Tenha um bom aproveitamento e não se esqueça de deixar um comentário.

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