quadro com frase escrita em inglês "ask more questions"

Como fazer boas perguntas?

Você já se perguntou o quão bom você é em fazer perguntas? Para muitas pessoas, a capacidade de fazer boas perguntas não é considerada uma competência importante. Você não irá encontrar essa capacidade descrita nos currículos profissionais ou escolares.

No entanto, no cenário atual, a arte de fazer perguntas de maneira eficaz tem se tornado parte fundamental do trabalho de um grande líder ou de um facilitador, fazendo parte do conjunto de habilidades essenciais requeridas para o bom desempenho de sua função.

Muitos gestores ou professores não sabem o que se passa na cabeça de sua equipe ou alunos, não conseguem compreendê-los.

Essa dificuldade acaba impelindo-os a fazerem suposições com base nas ações dessas pessoas. E quando essas suposições não são acertadas, a organização enfrenta todo o tipo de problema para atingir suas metas e resultados.

Como diria Toke Moeller, pioneiro em empreendedorismo sustentável e da liderança participativa, “mais importante do que a escolha das metodologias é quais são as perguntas que você precisa perguntar em cada etapa do processo”.

Quando as perguntas certas são feitas, a eficiência melhora, fazendo com que o líder possa traçar planos de ação mais fundamentados e adequados à realidade da sua equipe.

Mas afinal, o que é uma boa pergunta? Como fazer boas perguntas pode ajudar a melhorar o desempenho de alunos e colaboradores? Esse é o tema instigante do nosso artigo de hoje!

O que é uma boa pergunta?

Uma pessoa até pode não ser especialista em determinado assunto, mas ao fazer boas perguntas é possível estimular qualquer tipo de diálogo.

As perguntas têm a capacidade de mover o mundo. As perguntas são poderosas no sentido de que elas demandam respostas, estimulam o pensamento, fornecem informações valiosas e provocam as pessoas a se abrirem aos problemas. Toda a inovação parte de boas perguntas.

Uma boa pergunta é simples e clara, provoca e foca no trabalho de investigação. Ela deve desafiar pressupostos e abrir novas possibilidades. As boas perguntas também têm o poder de estimular novas perguntas.

Dicas de como fazer boas perguntas

Para fazer boas perguntas, é preciso que o líder ou facilitador leve em conta três dimensões: construção da pergunta, sua abrangência e os pressupostos embutidos na pergunta.

Na construção da pergunta, dê preferência para as que são consideradas mais poderosas, que utilizam “Por quê?”, “Como?” e “O quê?”. As menos poderosas utilizam “Quem?”, “Quando?”, “Onde?” e “Qual?”.

Quanto à abrangência da pergunta, procure especificá-la o máximo possível, tornando-a precisa e sem margem para outras interpretações ou equívocos.

Por fim, tenha sempre cuidado com os pressupostos embutidos na pergunta. Por exemplo, ao invés de perguntar “o que fizemos de errado e quem é o responsável?”, experimente “o que podemos aprender com a situação e quais possibilidades temos agora?”.

Veja que o primeiro caso possui um pressuposto de erro e tem o objetivo de colocar a culpa em alguém. Já no segundo, cria-se um ambiente de aprendizagem e colaboração.

Nas organizações, há basicamente três contextos nos quais o questionamento pode melhorar a liderança.

O primeiro é começar pelo próprio líder, sempre perguntando a si mesmo e para as pessoas ao seu redor o que poderia fazer para melhorar sua liderança.

O segundo é a capacidade de fazer perguntas sobre quais são os melhores planos de ação para atingir metas e resultados.

E, finalmente, fazer perguntas práticas sobre a organização, buscando respostas de como é possível fazê-la funcionar da forma mais eficaz e produtiva possível.

Exemplos de boas perguntas

A nova liderança e os professores devem perceber as interações com os membros de sua equipe como uma oportunidade de aprendizagem e mudança.

Quando o líder/professor tem tempo para conhecer sua equipe/seus alunos e colher suas opiniões, torna a relação muito mais pessoal, construindo o sentimento de confiança, sinceridade e colaboração para enfrentar os desafios do dia a dia.

Para ajudar nessa tarefa, compartilhamos, a seguir, 20 das muitas perguntas que o líder pode fazer em diversas situações.

Elas servem não apenas para alinhar metas e objetivos da sua equipe, mas também para facilitar o intercâmbio de ideias e criar relacionamentos mais fortes e empáticos. Experimente!

  1. Como posso ajudá-lo para fazer essa tarefa acontecer?
  2. Como você chegou nessa conclusão?
  3. Quais regras deveríamos estar quebrando?
  4. O que precisamos fazer para alcançar nossa meta?
  5. Você é apaixonado por seu trabalho? Se não, como podemos fazer isso acontecer?
  6. Como podemos gerar mais criatividade?
  7. Por que isso é importante para você?
  8. O que isso pode fazer por nós?
  9. Como podemos ajudar os membros da nossa equipe com desempenho inferior?
  10. Se falharmos nisso, podemos viver com isso?
  11. Como isso adiciona valor ao nosso projeto?
  12. Como isso impactará nosso trabalho?
  13. O que posso fazer para melhorar minha liderança?
  14. Qual é a sua maior frustração e como podemos ajudá-lo?
  15. Qual é o nosso maior problema e como podemos resolvê-lo?
  16. Quais seriam os nossos melhores indicadores de desempenho? Como podemos medi-los?
  17. Você tem os recursos necessários para atingir seus objetivos?
  18. Por que as pessoas não gostam de trabalhar aqui?
  19. Por que devemos fazer esse investimento?
  20. Como é trabalhar comigo?

O poder de fazer boas perguntas

Nos tempos atuais, com problemas tão urgentes e complexas para lidarmos, fazer boas perguntas pode ser fundamental para que se pense “fora da caixa” e se possa criar soluções realmente inovadoras e eficazes.

A nova liderança precisa constantemente atuar no papel de ouvinte ativa, aluna e mentora. Para isso, é preciso realmente ouvir seu interlocutor sem fazer julgamentos prévios de valor e procurar compreender o outro, instigando-o a desenvolver a solução para seus questionamentos, sem dar conselhos precipitadamente.

Esse momento de interação é mais importante do que normalmente se pensa, sobretudo em organizações mais tradicionais que valorizam o fazer em detrimento do pensar, do avaliar, do ouvir, do dialogar antes de partir para a ação.

Uma das personalidades que mais gerou inovação e que conseguiu revolucionar não apenas o seu tempo, mas que permanece relevante até hoje, Albert Einstein, resumiu essa questão ao afirmar: “Se eu tivesse uma hora pra resolver um problema e minha vida dependesse dessa solução, eu passaria 55 minutos definindo a pergunta certa a se fazer”.

E você, está fazendo as perguntas certas? Como essa questão é tratada em sua organização? Compartilhe conosco nos comentários!

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