Como gamificar algo?

Tenho um desafio para você, que está lendo este texto.

Imagine alguma aula, reunião ou procedimento em equipe que você conduziu. Você sabe dizer se essa atividade foi engajante e divertida para os participantes?

Use o tempo que precisar para pensar. O importante é aderir ao desafio antes de continuar a leitura.

Bem, e se você pudesse realizar essa atividade de modo que ela gerasse engajamento e diversão ao maior número de pessoas o possível?

Neste texto eu compartilho um modo pelo qual isso pode ser feito. Vem comigo!

Criando engajamento

No texto “A gamificação e a sistemática de jogo: conceitos sobre a gamificação como recurso motivacional”, Raul Inácio Busarello, Luciane Maria Fadel e Vania Ulbricht discutem diferentes maneiras de aplicar gamificação.

Eles indicam que gamificar (ou seja, transformar algum processo para que ele se torne similar a um jogo) pode ser interessante “em situações e circunstâncias que exijam a criação ou a adaptação da experiência do usuário a um produto, serviço ou processo”.

A gamificação é um recurso poderoso que pode ser acionado por educadores, facilitadores e demais profissionais a fim de gerar engajamento junto às pessoas com as quais interagem.

Estimular que pessoas se mobilizem para realizarem atividades que lhes sejam divertidas e que rendam aprendizado pode ser um bom motivo para que se gamifique algum processo. Eu inclusive falo sobre motivações para a gamificação em outro texto.

O meu propósito aqui é apontar referências sobre como gamificar algo. Não há receita para isso. Há, contudo, elementos importantes que orientam esse trabalho.

Há que se pensar o objetivo da atividade a ser gamificada. É importante que haja objetivos muito nítidos a serem alcançados, pois a precisão no que se deseja com o processo favorece tanto a seus participantes quanto a quem o planeja.

Regras bem definidas apresentam os limites ou fronteiras que circunscrevem o campo de possibilidades no processo gamificado.

Elas também definem como as pessoas podem participar, o que faz toda a diferença no modo como o processo será experimentado.

As regras não podem ser aleatórias. Elas devem dialogar com o objetivo a ser alcançado no processo gamificado.

O design de um processo para que ele se assemelhe a um jogo deve incluir algum recurso para que os participantes saibam se estão avançando e como estão avançando.

A noção de progresso pode ser indicada por vários itens, como pontos, medalhas, distintivos ou condecorações. O que importa é que o recurso seja quantificável e auxilie a que se saiba o quanto alguém avança no processo.

Uma atividade gamificada pode oferecer ao participante algum tipo de recompensa ou premiação pela participação.

A depender dos objetivos do processo e das pessoas que dele participam, a recompensa pode ser status, privilégio, acesso exclusivo a certos espaços ou dinheiro.

É importante oferecer possibilidades para que os participantes do processo alterem sua trajetória enquanto o experimentam. Estou falando sobre oportunizar que as pessoas tenham chance de fazer escolhas.

Uma possibilidade de oferecer escolha é que as pessoas consigam concluir um processo gamificado sem cumprir com 100% das atividades.

Pode-se estabelecer, por exemplo, que o mínimo seria 70% de atividades cumpridas. Então ficaria a cargo de participantes do processo gamificado escolherem o quanto cumpririam dos 30% de atividades opcionais.

É bem importante atentar para os níveis de dificuldade de um processo gamificado. Deve-se oferecer um desafio inicial que seja exequível considerando as habilidades dos participantes.

Simultaneamente, a atividade deve ser desafiadora o suficiente a ponto de gerar estímulo para que seja realizada.

Se difícil demais ou fácil demais, talvez o engajamento para adesão e permanência de alguém no processo seja menor.

É interessante que o nível de dificuldade cresça progressivamente, de modo a oferecer ao participante um constante estímulo à superação e ao aprendizado.

Por fim, não deve sair do escopo de quem desenha um processo de gamificação a referência da diversão. Uma aula na faculdade, uma reunião de trabalho ou uma atividade cotidiana pode ser divertida, ainda que não somente.

A diversão estimula engajamentos e pode ocasionar experiências marcantes para os participantes e para os proponentes de processos gamificados.

Como eu indiquei anteriormente, não há receita para gamificação. Minha proposta nesta breve reflexão é destacar alguns pontos importantes para que processos diversos possam se assemelhar a jogos e, portanto, possam favorecer ao engajamento de quem deles participam.

Continua

Este é o segundo texto de uma série que estou elaborando em perspectiva introdutória sobre gamificação.

No primeiro texto eu falei sobre motivos para se gamificar algo. No terceiro e último texto falarei sobre com quem e para quem gamificar processos.

Antes de encerrar, deixo um convite para você que está lendo este texto.

Pense sobre alguma atividade que você esteja planejando ou executando neste momento. Que tal você elaborar essa atividade de modo que ela seja engajante e divertida para seus participantes?

Você pode contar comigo para isso. Envie uma mensagem para o email marceloperilo1@gmail.com para que possamos conversar.

Eu te aguardo!

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