Como será o futuro do ensino?

Não é novidade para ninguém que o sistema de educação tal qual o conhecemos está em crise. Não se trata de uma crise econômica, mas de uma crise de valores, de sentido, de significado.

O padrão de ensino vigente na maioria das salas de aula do Brasil e de muitos outros países não corresponde à realidade fora dos muros da escola.

O presente da educação, portanto, é de transformação, de questionamento. Mas e quanto ao futuro? Será que podemos fazer algumas projeções sobre o futuro do ensino baseadas em iniciativas que já conhecemos?

É o que nos propomos a fazer neste artigo, que foi inspirado pelo webinar “Educação do futuro”, promovido pela Manifesto 55 via Facebook.

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Uma educação mais humanizada  

Quando pensamos em futuro, é irremediável pensarmos em tecnologia. Todavia, saiba que quando falamos em futuro do ensino não estamos necessariamente nos referindo ao uso da tecnologia em sala de aula, e sim de um modelo educativo mais autônomo, sustentável e coerente com as demandas do século em que vivemos.

Defendemos que na escola do futuro, o aluno será o protagonista de sua aprendizagem e que a memorização estará longe de ser a única habilidade trabalhada e valorizada. A escola do futuro será mais humana, mais capaz de refletir sobre o seu papel na formação de cidadãos e agentes da transformação.

Para isso, a escola abandonará valores e práticas obsoletas como a decoreba, a hierarquização no arranjo da sala de aula, o desencontro entre o currículo escolar e vida fora da escola e a valorização da inteligência intelectual sobre as demais.

Quer saber mais sobre os paradigmas que precisarão ser superados para chegarmos lá? Então, leia nosso artigo intitulado “Os principais problemas do modelo educacional atual”.

Uma educação mais imersiva

A educação do futuro será mais imersiva porque mais humanizada, atenta à bagagem de vida, às preferências e valores dos próprios alunos e genuinamente preocupada em ouvi-los.

Nesse quesito, a tecnologia entrará como facilitadora. A partir dela, haverá uma maior customização à realidade de cada comunidade e contexto político, socioeconômico e cultural.

De fato, com a tecnologia como facilitadora do ensino, ficará mais fácil aprender os conteúdos na prática, com metodologias de ensino baseadas em projetos e na construção ativa de conhecimento.

Para que você possa comparar, hoje a abordagem em sala de aula é essencialmente teórica. O problema é que essa dinâmica muito pouco contribui para a real construção do conhecimento.

Também não estimula o protagonismo dos alunos, pelo contrário; instiga uma postura passiva, totalmente em desalinho com a complexidade do mundo ao seu redor.

Isso faz com que jovens entrem no mercado de trabalho sem a menor noção de quem são, de como funciona a sociedade em que vivem, e de como podem contribuir para transformá-la positivamente.

Uma educação mais sustentável (e responsável)

Espaços de aprendizagem mais sustentáveis já estão surgindo, a exemplo de modelos inovadores como a Green School, que fica em Bali, na Indonésia. Já ouviu falar?

Você pode conferir o depoimento de um dos fundadores da escola, John Hardy, na plataforma TED Talks, ou visitar o site da instituição e se surpreender com sua proposta de formação humanizada, holística e respeitosa em relação à natureza.

Nela, os alunos vão muito além de tabuadas e nomes a decorar, eles aprendem sobre si mesmos, sobre seu lugar na comunidade local e internacional, e sobre as necessidades de nosso planeta.

Crianças e jovens meditam, refletem, dialogam, aprendem técnicas de construção, de dança, de plantio; algumas embasadas em tradições milenares. Juntos, serão capazes de construir um futuro mais igualitário.

Lá, a sala de aula é vista como um espaço de colaboração com o professor, o berço do exercício da cidadania. O resultado? Autonomia com responsabilidade e maturidade emocional além de desenvolvimento intelectual.

Podemos encontrar algumas iniciativas similares aqui no Brasil. Você pode conhecê-las por meio do projeto do MEC que visa identificar e premiar escolas brasileiras que são exemplos de inovação e criatividade.

Esse projeto, contudo, parece ter estagnado em 2016.

Uma educação cativante

A educação do futuro será mais cativante porque disposta a respeitar as necessidades individuais, ainda que alinhada a propósitos e projetos coletivos. De maneira geral, podemos dizer que ela será mais conectada às pessoas e às comunidades.

Hoje, a maioria das escolas prioriza o ensino de Matemática, Português, Física, Química, História, Geografia etc., mas não trabalha (ou trabalha muito pouco), questões de ordem emocional.

Os alunos se formam analfabetos financeiros, com imensas dificuldades para se comunicar e colaborar ou cocriar soluções.

Então, entendemos que a escola do futuro preencherá essa lacuna, trabalhando questões como finanças pessoais, comunicação, gestão do tempo, habilidades comunicativas e de trabalho em grupo, empatia, liderança e aplicabilidade do conhecimento.

Técnicas como mindfulness, meditação, yoga, conciliação em situações conflituosas já estão sendo empregadas no cenário educacional, prática que tende a se expandir.

O ensino do futuro

Gostamos de falar sobre a educação do futuro, porque identificamos muitos aspectos em que o ensino atual falha, deixando de alcançar milhares de alunos e de promover o protagonismo estudantil e a mudança que vem com ele.

Hoje, a passividade domina as salas de aula, assim como a ilusão de que um número no papel reflete o aprendizado ao final do ano letivo.

Sabemos que essa dinâmica é obsoleta e identificamos iniciativas e propostas que visam inovar esse cenário.

E, como alertamos no início do artigo, não estamos falando necessariamente da tecnologia, mas em seu emprego para viabilizar uma educação mais holística, calcada na realidade e condizente com o mundo como ele é.

O ensino do futuro, portanto, é mais sustentável e imersivo porque mais responsável, mais responsável porque mais protagonista, e mais protagonista porque mais humano.

Interessado em saber mais sobre o ensino do futuro e sobre o que podemos fazer para chegar até ele? Confira nosso webinar, inspire-se e pense conosco alternativas para transformar a educação!

Se você é professor, conheça nosso programa Crie Engajamento e utilize seus ensinamentos para engajar seus alunos em experiências reais de aprendizagem!

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