Já ouviu o termo Aprendizagem Criativa?

Você com certeza já leu ou ouviu que a mudança é a palavra de ordem da era atual. Que a velocidade do avanço tecnológico está transformando a economia, as relações de trabalho, a maneira de ensinar e aprender. Resultando numa “pressão” em nos atualizarmos com uma rapidez nunca antes vista.

Seguindo essa necessidade de adaptação constante e acelerada, algumas iniciativas estão sendo implementadas nos últimos anos é a Aprendizagem Criativa.

O que é Aprendizagem Criativa?

Foi o matemático Seymour Papert quem propôs as primeiras discussões sobre aprendizagem criativa, e desenvolveu a teoria com o apoio da equipe do MediaLab do MIT (Massachusetts Institute of Technology), em conjunto com o grupo Lifelong Kindergarten.

A proposta, da Aprendizagem Criativa de Papert, considera que o aluno terá um aprendizado mais efetivo se ele estiver engajado na construção desse conhecimento e se esse conhecimento for significativo para ele.

Nesse sentido, é possível afirmar que a Aprendizagem Criativa se sustenta no conceito de que o estudante construa a partir de uma experimentação concreta e ativa. Que esse movimento, o agir do sujeito aprendiz seja fluido e sem estruturação prévia, como se ele tivesse em um jardim de infância.

Daí vem a ideia desenvolvida pelo MIT de um “jardim de infância para toda vida”. E se baseia em uma espiral de aprendizagem que começa com imaginação, passando pela criação, pelo brincar, pelo compartilhamento, pela reflexão voltando para imaginação. Seguindo 4 princípios para a Aprendizagem Criativa.

 Os 4 Ps da Aprendizagem Criativa

Os pesquisadores definiram os princípios da seguinte forma: em inglês — Project, Passion, People and Play.

Considerando que, para construir seu processo de aprendizagem, o estudante necessite planejar e executar suas ideias, e estabeleça um Projeto, que seja relevante e significativo para ele, ou seja, que esteja conectado com as aspirações e desejos individuais do aprendiz, que envolva Paixão.

Seguindo o processo de construção, evidenciando o comportamento social do indivíduo, o aprendizado se torna mais rico e criativo na medida que compartilhamos com outras Pessoas.

Brincar (Play) é fundamental, por ser o momento em que o aprendiz coloca em ação as etapas anteriores, dando vazão ao processo de experimentação e de vivência prática. Proporcionando a validação de suas hipóteses criativas, o aluno ainda tem a chance de realizar ajustes em processo de melhoria e desenvolvimento contínuo.

Aplicação

Por meio da produção jornalística multimídia, os estudantes ampliam canais de comunicação da escola com a sua comunidade. No processo de elaboração, os alunos e/ou alunas repórteres criam pautas de interesse, realizam pesquisa, escrevem e produzem conteúdos em diferentes mídias.

Um exemplo de aplicação é o projeto Imprensa Jovem — Agências de Notícias na Escola, criado em 2005, a Imprensa Jovem é um projeto desenvolvido por mais de 200 escolas em São Paulo, pelo professor Carlos Alberto Mendes de Lima.

Os estudantes desenvolvem, de maneira autônoma e colaborativa, habilidades críticas e criativas. As coberturas são compartilhadas por meio de blogs, rádios virtuais, canais no Youtube e páginas no Facebook, entre outras mídias sociais. Dessa forma, as agências de notícias formadas pelos alunos potencializam os recursos de comunicação disponíveis, em favor do aluno-repórter numa proposta de comunicação livre e democrática.

E você? Como vê a Aprendizagem Criativa aplicada à sua realidade?

Conta pra gente!

Thiago Freire é facilitador de experiências criativas e engajadoras, comunicador e empreendedor, manifellow, atuou na área de marketing em eventos, varejo, cultura e esportes. É co-fundador da Cool Lab Education e mentor voluntário de jovens empreendedores. Pesquisa autonomia de aprendizagem e metacognição no mestrado em design de experiências e estratégias inovadoras.

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