Learning agility e a capacidade de se transformar

Aqui no blog, já falamos algumas vezes sobre o conceito VUCA, acrônimo em inglês que traduz a realidade em que vivemos em quatro palavras-chave: volátil; incerta; complexa; e ambígua.

E é certo que inúmeros fatores trabalham para que essa realidade permaneça instável e imprevisível. A globalização da economia e da política, o avanço da tecnologia, as complexas relações entre consumismo e sustentabilidade; todas essas variáveis contribuem para que as empresas tenham que lidar com um cenário desafiador.

Nesse contexto, surgem dois conceitos importantes: as organizações exponenciais e a learning agility. Você já os conhece? Quer entender como ambos podem impactar o futuro de sua empresa?

Siga lendo e descubra!

O que é learning agility e por que ela é importante?

Learning agility é um conceito que aparece com cada vez mais frequência no vocabulário corporativo e sua tradução é “agilidade de aprendizagem”. Essa tradução literal pode soar um pouco vaga, mas entenda learning agility como uma mentalidade voltada para o autoaperfeiçoamento e uma série de práticas associadas.

Apesar de falarmos sobre aprendizagem, o termo mais correto para definir o que um profissional com essa característica faz talvez seja upgrade, ou aprimoramento. As pessoas cujo método de aprendizagem é ágil e baseado em experiências, próprias e situacionais, estão a todo momento em busca de novos desafios e aperfeiçoamento.

Mas por que esse conjunto de características é importante? Bom, porque esse perfil é, de longe, o mais adaptado para lidar com a imprevisibilidade do mundo que descrevemos acima, o VUCA. O agile learner tem uma capacidade fenomenal para evoluir a partir dos próprios erros, de antecipar mudanças e enxergar nos desafios oportunidades de crescimento.

Trata-se de uma postura própria de quem conhece a importância de se adaptar e estar em constante evolução.

Qual é o fundamento da learning agility?

Aqui, você pode estar argumentando: “Mas qualquer profissional desejaria ou deseja ter essas qualidades e nutrir essa mentalidade”. Concordamos. Em teoria, ninguém em sã consciência se diria contra essa tendência que perpassa todos os aspectos da vida humana.

Na prática, porém, poucos assumem essa postura e o desafio que ela gera. A verdade é que essa aprendizagem exige um exercício que nem todos estão dispostos a executar.

Estamos falando do autoconhecimento, é claro.

Sem um exercício profundo e verdadeiro de autoconhecimento, não é possível nutrir a learning agility. Sem a capacidade e a disposição para se questionar e se entender como profissional e ser humano, de questionar o status quo, não é possível adquirir o nível de maturidade necessário para conseguir antever mudanças, adaptar-se e surfar a tsunami da transformação.

O autoconhecimento é a base para os quatro pilares da agilidade de aprendizagem.

Quais são os pilares da learning agility?

Quando falamos em pilares, na verdade nos referimos a quatro habilidades ou práticas comuns a profissionais que apresentam agilidade de aprendizagem:

  • a capacidade de aprender com erros e evoluir;
  • a capacidade de inovar;
  • a capacidade de encarar as transformações;  
  • a capacidade de se adaptar a situações adversas.

Conheça cada uma delas!

1. Capacidade de aprender com os erros e evoluir

A capacidade de aprender com os erros surge naturalmente a partir do exercício do autoconhecimento. Aqui, o aprendizado toma um aspecto empírico e totalmente calcado na realidade, pois acontece justamente com a transformação de um equívoco em uma lição e com o crescimento que essa postura traz.

Para evoluir, é preciso identificar o que deu errado e projetar uma nova abordagem com base nesse feedback. Isso se torna uma prática diária, um processo contínuo cujo resultado é a resiliência.

2. Capacidade de inovar

A capacidade de inovar emana de algumas características próprias desses indivíduos, como questionar o status quo dentro de uma empresa ou projeto e procurar novas perspectivas e abordagens. Tipicamente, emana também daqueles indivíduos que tendem a enxergar o mundo mais por suas possibilidades do que por fatos concretos.

Essa tendência leva a uma margem de erros e tropeços maior do que a de um profissional que assume uma postura defensiva, mas também abre espaço para quebra de paradigmas e resultados extraordinários.

3. Capacidade de encarar as transformações

A capacidade de encarar as transformações vem da escolha de não se isolar numa bolha de segurança. As transformações existem e acontecem todos os dias, quer estejamos preparados para encará-las ou não.

Os profissionais com o perfil de agile learners sabem disso e prosperam a partir desse cenário incerto. A não rigidez costuma beneficiá-los, justamente porque tais situações demandam a busca por novas soluções, a capacidade de sair do modo padrão e a habilidade de enxergar tendências. A capacidade de pensar “fora da caixa” os ajuda a trilhar caminhos antes não trilhados.

4. Capacidade de se adaptar a situações adversas

Por último, mas não menos importante, temos a capacidade de adaptação desses indivíduos. Agile learners têm facilidade de mudar suas verdades, sua estrutura mental, para se adaptar às situações e evoluir com elas.

Lembre-se que, segundo Charles Darwin, não é a espécie mais inteligente que sobrevive, nem a mais forte, mas aquela capaz de se adaptar às mudanças do ambiente.

A capacidade de adaptação mostra o quanto essas pessoas estão aprendendo e se transformando sempre. Essa conduta as torna mais aptas a enxergar além do senso comum e a detectar padrões, seguindo-os ou refutando-os nos momentos apropriados.

A agilidade de aprendizagem nas organizações exponenciais

A agilidade de aprendizagem é uma tendência e uma necessidade no mercado globalizado. Especialmente nas organizações exponenciais, empresas capazes de crescer ou encolher em sintonia com o cenário enfrentado, fazendo, para isso, uso intenso da tecnologia.

Esse é o palco ideal dos agile learners, profissionais capazes de guiar as empresas nessas flutuações e encontrar soluções que as façam prosperar. Isso porque, como vimos, esses profissionais operam de acordo com uma lógica de autoconhecimento e adaptabilidade que os permite encarar mudanças e evoluir com elas.

Sabendo que é possível desenvolver a agilidade de aprendizagem, perguntamos: O quão comprometido você é com o próprio desenvolvimento, com o exercício do autoconhecimento? O quão adaptável você é às mudanças que enfrenta?

Tire um minutos para refletir sobre sua jornada pessoal e profissional e sobre os momentos em que você aprendeu com os próprios erros. Identifique as experiências (positivas ou negativas) que o levaram a evoluir.

E se você concluir que autoconhecimento e aprendizado de novas ferramentas que irão te ajudar a exercitar a agilidade e melhor desempenho junto de sua equipe, fique por dentro do encontro Crie Engajamento, que vai acontecer em Florianópolis nos dias 21,22 e 23 de setembro.

Além disso, divida conosco sua opinião sobre a agilidade de aprendizagem e o espaço para desenvolvê-la nas empresas e start ups brasileiras!

Este artigo foi inspirado na sugestão de um membro da nossa comunidade. Obrigado Juliana Feitosa! 😉

 

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