Novas formas de incentivar colaboração e liderança

Podemos dizer que é universal o entendimento de que as empresas só têm a ganhar ao incentivar a colaboração, promover oportunidades de facilitação e estimular a liderança.

Todavia, há um impasse. O atribulado dia a dia e as velhas práticas muitas vezes impedem a concretização desse ideal.

O que fazer nesse cenário? Como estimular processos mais colaborativos e menos competitivos? De que forma incentivar os colaboradores a desenvolver qualidades de liderança? Quais mecanismos permitem o desenvolvimento dessas qualidades?

É o que vamos abordar neste artigo! Acompanhe.

Criar um ambiente participativo

Ambiente participativo é aquele em que os colaboradores participam ativamente das decisões gerenciais e estratégicas cotidianas.

Veja bem: não estamos dizendo que seus funcionários devem decidir os rumos de sua organização, mas que a contribuição de cada um deles — seja uma ideia, proposta ou sugestão — deve ser levada em consideração.

Nesse cenário, as pessoas não são vistas como meras executoras, mas como agentes pensantes. Esse é o verdadeiro sentido de “capital humano“.

Em um ambiente participativo e plural, brotam fatores como a criatividade e a capacidade de inovar, justamente porque em cada curva do caminho há diálogo entre os envolvidos, que se sentem seguros para dar sua opinião, discordar e propor novas ideias.

Encontrar um equilíbrio saudável entre hierarquia e autonomia

Você vê hierarquia e autonomia como conceitos opostos? Se sim, repense.

Sabemos que cada empresa é um organismo único, e que setor e mercado influenciam em sua constituição e estruturação. Contudo, no complexo mundo atual, esses conceitos devem ser entendidos como complementares.

Algumas organizações prezam por uma estrutura mais hierárquica e engessada, outras optam por uma abordagem mais horizontal e democrática.

Independentemente de qual for a sua, dar autonomia aos colaboradores é a chave para um ecossistema participativo e inovador.

Definir metas, atribuir papeis e alocar funções podem ser tarefas exclusivas dos gerentes. Contudo, é crucial dar às pessoas liberdade para que definam metodologias próprias, para que sejam responsáveis pela gestão do próprio tempo, e sobretudo para que cometam erros e evoluam a partir deles.

Construir coletivamente para permitir o desenvolvimento individual

Como já comentamos no artigo “Por que fomentar o desenvolvimento de lideranças nas organizações?”, nenhum ser humano é uma obra acabada. Estamos sempre nos desenvolvendo, então criar na empresa um ambiente de apoio a esse aprendizado e desenvolvimento constante é fundamental.

Ao incentivar a participação dos colaboradores nas decisões organizacionais, ao lhes dar autonomia, você estará deixando o terreno fértil para que a liderança brote. Muitos chamam essa inciativa de incutir no funcionário a mentalidade do dono. Já ouviu falar?

O resultado é uma construção coletiva em que habilidades individuais de autogestão, empatia, responsabilidade corporativa e ambiental, negociação e comunicação terão espaço e insumos para florescer.

No trabalho em equipe, nutrir segurança psicológica

De acordo com um artigo de Charles Duhigg publicado pelo New York Times, segurança psicológica tem a ver com valorizar e ouvir a voz de todos os membros, construir espaço para o debate de ideias e ter empatia para perceber o “outro”, para andar em seus sapatos se preciso for.

O artigo foi escrito a partir de um estudo feito dentro da empresa Google, que está sempre em busca de montar times eficientes e fomentar o despertar da liderança.

Assim, ao se trabalhar em equipes, nutrir segurança psicológica é fundamental para conseguir que os membros dialoguem e colaborem. O resultado? Aumento do rendimento coletivo e das competências individuais, além de mais e melhores soluções no enfrentamento de problemas.

Valorizar o aprendizado e o aprimoramento constante

Outro ponto relevante é ter uma cultura organizacional que valorize o aprendizado constante, tanto a partir de experiências positivas (projetos e ações bem-sucedidas) quanto de experiências negativas (projetos e ações mal-sucedidas). Esse é um importante mecanismo de evolução para os colaboradores de uma empresa.

Quando se trabalha com projetos, por exemplo, é fácil notar quais são os procedimentos que surtem efeito positivo e as ações que agregam valor.

Da mesma forma, é simples identificar padrões de comportamento e ações que trazem resultados negativos e que emperram os processos em vez de alavancá-los.

Saber distinguir entre o erro e o acerto e conseguir aplicar esse conhecimento no dia a dia é essencial. Do ponto de vista gerencial, valorizar essa capacidade é criar um trampolim para uma execução de tarefas mais consciente e engajada.

E falando em engajamento…

Criar espaço para o intraempreendedorismo

Você conhece o termo entrepreneur, ou empreendedor. Mas já ouviu falar em intrapreneur, ou intraempreendedor?

Trata-se de um conceito que tem ganhado força e popularidade no mundo corporativo, pois prevê o empreendedorismo dentro de organizações já constituídas.

O intraempreendedorismo leva uma empresa a adotar práticas mais competitivas, a novos produtos e serviços, novos mercados e a processos inovadores.

Incentivar o desenvolvimento de intraempreendedores só é possível quando se cultiva um espaço de participação ativa por parte dos colaboradores.

Empregar a facilitação como instrumento de empoderamento

Caso você ainda não conheça, a facilitação é uma forma contemporânea de liderança, calcada na autonomia, na proatividade e no autodesenvolvimento.

Já dedicamos alguns artigos a esse processo, como o de facilitação e sabedoria coletiva.

Facilitação tem a ver com compreensão do comportamento humano, e designa a capacidade de guiar as pessoas em seus processos de aprendizagem e desenvolvimento, bem como na resolução de problemas e tomada de decisão.

A prática demanda saber ouvir e compreender o outro, e resulta no engajamento e na atuação colaborativa entre as pessoas.

Dessa forma, ela pode ser empregada nas empresas como um instrumento de empoderamento dos colaboradores.

A facilitação e o desenvolvimento da liderança

A facilitação é também um trampolim para novos líderes, uma vez que abre oportunidades verdadeiras para que eles desenvolvam habilidades e competências essenciais de liderança.

Assim, ela é uma forma de incentivar a colaboração e a liderança, e deve ser empregada paralelamente às outras ações que listamos aqui.

Relembre: criar um ambiente participativo, dar autonomia aos colaboradores e garantir a segurança psicológica dentro dos grupos, dar espaço ao intraempreendedorismo e valorizar o coletivo para desenvolver o individual.

A facilitação é o que nos move aqui na Manifesto 55. Por isso, temos o programa Crie Engajamento, em que ensinamos habilidades e atitudes para liderar grupos. Entre em contato conosco!

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