Novos modelos de liderança (ou insights para tornar sua empresa mais humana)

Em dezembro, tivemos o Protesto #007, que contou com os ilustres Caroline Cintra, da ThoughtWorks, Breno Strüssmann, da Mercur, além do anfitrião Henrique Vedana, um dos fundadores da Manifesto 55, e de todos os entusiastas e parceiros que acompanharam o webinar pelo Facebook. O objetivo era refletir sobre novos modelos de liderança e práticas inovadoras capazes de tornar as empresas mais humanas, acolhedoras e criativas.

Muitas ideias foram compartilhadas em quase uma hora de conversa, muitos pensamentos e práticas que ressoam com o que acreditamos e defendemos aqui na Manifesto.

A convergência foi tão produtiva que decidimos compartilhar alguns dos principais conceitos e diretrizes propostos. Confira!  

Mudanças positivas e impacto social

Uma ideia que norteou a conversa do início ao fim foi a constante busca pela coerência entre a empresa e a vida, entre as aspirações enquanto profissional e as aspirações enquanto ser humano, entre o sonho com um mundo melhor e as ações para transformar essa visão em realidade no dia a dia da organização. Toda mudança precisa ser consoante com o que se deseja construir.

A preocupação com aspectos sociais e sustentáveis do negócio deve se refletir em ações no ambiente de trabalho e permear as atividades desenvolvidas por todos os colaboradores, independentemente de hierarquia.

Abandona-se o plano de carreira e adota-se um plano de vida. Esse esforço de consciência e ação faz com que o lado humano de qualquer empreendimento tenha um peso maior do que números, resultados e projeções.

Lifelong learning

O conceito de lifelong learning, ou aprendizado permanente, evidencia a importância de aprender, transformar, questionar, colaborar e cocriar ao longo de toda a vida. Essa busca por novos modelos de liderança, novas formas de criar engajamento e desbloquear o potencial criativo dos colaboradores deve ser vista e compreendida como uma jornada, e não como um ato isolado.

Nessa jornada, é essencial estar aberto e disposto a enxergar equívocos, falhas e desajustes como oportunidades de crescimento pessoal e organizacional. As curvas do caminho, as encruzilhadas e os tropeços têm muito a ensinar.

Mindset de crescimento

O mindset de crescimento acontece quando a própria empresa se torna um motor de transformação, um agente de mudança. Isso ocorre por meio de processos mais flexíveis e colaborativos, de estruturas hierárquicas menos centralizadoras, do compartilhamento de um propósito claro, de tomadas de decisão mais inteligentes e inclusivas e da busca por soluções.

O foco está no compartilhamento e na convergência de significados e significantes por todos os envolvidos em um projeto ou processo. Também está na construção de um ambiente seguro, libertador e respeitoso, capaz de acolher vulnerabilidades.

Carência na comunicação

Carências e gargalos na comunicação constituem um grande obstáculo, quiçá o maior, para as organizações que desejam incorporar essa transformação.

É preciso que os canais permaneçam desobstruídos, e que haja comprometimento com a escuta ativa para que a comunicação seja um fator agregador e não excludente. De fato, a escuta ativa — um dos princípios da comunicação não violenta — é um fundamental para interações mais produtivas entre os colaboradores da empresa. Ela cria um terreno fértil para modelos de liderança mais empáticos, dispostos a enxergar e a valorizar diferentes habilidades, perfis e contribuições dentro de um grupo.

Flexibilidade (ou a habilidade de mudar o caminho se preciso for)

Uma das atitudes exaltadas no webinar foi justamente a capacidade de reajustar o curso, de mudar a rota caso alguma decisão não surta o efeito que foi previsto. É crucial ter essa flexibilidade, essa predisposição para sentar e recomeçar do zero se preciso for, num contexto que demanda de todos agilidade e dinamismo.

Nesses momentos, quanto mais claro for o propósito da organização, mais forte será a base de sustentação e mais simples essa redefinição de caminhos.

Enfrentamento emancipador

Conflitos emergem em qualquer agrupamento humano, uma vez que a fricção entre diferentes crenças, perspectivas e comportamentos brota naturalmente da convivência humana. No ambiente empresarial, isso não seria diferente.

Há diferentes formas de lidar com conflitos. O enfrentamento é necessário, porém ele deve ser emancipador, construtivo, possibilitando a colaboração e a cocriação de soluções.

A facilitação e os novos modelos de liderança

Destacamos também o papel das metodologias ágeis — como a autogestão, a comunicação direta, a colaboração e, sobretudo, o trabalho em equipe — no surgimento de líderes mais conectados às necessidades dos colaboradores,  líderes facilitadores, líderes polinizadores de propósito.

Aqui, a facilitação entra como uma dessas novas formas de liderar, propiciando a aprendizagem e criando engajamento em qualquer ambiente ou iniciativa coletiva.

Agora é sua vez: de tudo o que falamos aqui, o que mais ressoa com você? Sua empresa já está engajada nessa transformação, nessa valorização do elemento humano? O que você faz, em sua prática diária, para concretizar o sonho de um mundo melhor?

Queremos proporcionar insumos para que a reflexão e o debate sobre as novas formas de liderar cresçam e floresçam. Por isso, convidamos você para conhecer a escola de facilitadores da Manifesto 55 e conferir os cursos que serão oferecidos em 2019!

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