Os perfis de Belbin e a importância de conhecer a sua equipe

Hoje, nas organizações, líder não é aquele que comanda, mas aquele que empodera os colaboradores, e que os inspira a descobrir as próprias forças e a se engajar em um processo de aperfeiçoamento contínuo. Para fazer isso, ele precisa conhecer a sua equipe.

O fato é, no entanto, que o ser humano é plural. As pessoas se comportam e pensam de forma distinta e, com frequência, quando essas naturezas dissonantes passam a atuar juntas, atritos são inevitáveis. Assim, evitar perdas de energia e criar a sintonia necessária é um desafio para quem quer que esteja liderando um grupo.

O pesquisador britânico Raymond Meredith Belbin identificou nove comportamentos-chave desempenhados pelas pessoas em equipes; os perfis de Belbin. Por que eles são relevantes? Porque  ajudarão você a montar uma equipe com características e responsabilidades complementares, minimizando conflitos e otimizando resultados.

Quer saber quais são essas tendências comportamentais e como elas impactam o trabalho em grupo? Então siga em frente e descubra!

1. Investigador de Recursos

O investigador de recursos é aquele sujeito extrovertido, articulado, que gosta de negociar e vive em busca de novas oportunidades, recursos e desafios. Ele é um entusiasta e costuma ser bem comunicativo, injetando energia no grupo.

Contudo, é normal que eles se sintam desestimulados com o dia a dia de trabalho, perdendo sua energia e carisma naturais assim que não houver mais novidade. Ele sedimenta as bases para que o projeto aconteça, mas dificilmente vai acompanhar sua execução e término.

2. Agregador

O agregador é alguém empático e flexível que usa seu bom relacionamento interpessoal para evitar conflitos. É aquela pessoa que faz com que as peças funcionem em conjunto sem fricção, pois escuta a todos. Em resumo, podemos imaginá-lo como um diplomata.

No entanto, possui uma tendência natural para resolver problemas apenas superficialmente, varrendo suas raízes para baixo do tapete. Tende a ser indeciso e a se sentir desconfortável ao enfrentar uma turbulência ou ao tomar uma decisão crucial.

3. Coordenador

Possui facilidade para enxergar as distintas habilidades e fazer com que todas trabalhem para o mesmo fim. É o motivador do grupo e tende a se identificar com modelos de gestão mais horizontal, nos quais não há subordinados e superiores, mas, sim, colaboradores. Trabalha melhor quando estão todos no mesmo nível hierárquico.

É o sujeito que sabe engajar, que ensina pelo exemplo. Tende a ser introspectivo, mas possui facilidade de lidar com pessoas. Por outro lado, pode ficar sobrecarregado com as demandas e expectativas que os outros membros do time depositam sobre ele.

4. Pensador

Pensadores são indivíduos introspectivos que representam a fonte da criatividade e da originalidade de uma equipe. Eles elaboram soluções e superam entraves e gargalos pensando “fora da caixa”, sendo, por isso, muito valorizados no início dos projetos ou quando um projeto já existente emperra.

Em contrapartida, nem sempre sabem comunicar suas ideias e, por serem extremamente empáticos, perdem facilmente o foco e a concentração quando estão no meio de um grupo. Produzem melhor quando estão sozinhos.

5. Analista

É aquele indivíduo observador, calmo e estável. Em um projeto, analisará todos os ângulos e variáveis envolvidas antes de tomar uma iniciativa. Ao contrário do pensador, o analista mantém os pés ancorados firmemente no chão e não é muito dado a devaneios.

Identifica problemas, mas isso não significa que consegue produzir soluções. Não lida bem com riscos e pode passar tempo demais ponderando os prós e contras de cada situação antes de agir.

6. Especialista

Como o pensador, costuma ser introvertido. Detém um vasto conhecimento sobre sua área de atuação e controla cada pormenor relacionado a ela. É aquela pessoa que você procura quando precisa descobrir algo sobre o projeto. Ele terá as respostas e, provavelmente, compartilhará com você uma enxurrada de informações.

Podem ser tão focados em sua área de expertise que não demonstram interesse ou sequer opinam sobre quaisquer situações que saiam fora dela. Têm consciência do conhecimento e experiência que detém e também de que são indispensáveis ao time. Muita vezes, a execução e o alto padrão do trabalho dependem inteiramente dele.

7. Articulador

Os articuladores são aqueles indivíduos que vão direcionar os debates e os esforços da equipe para um fim comum. Não têm medo de tomar decisões impopulares e fazer o que estiver ao seu alcance para alcançar os objetivos propostos pela empresa.

Trata-se do gestor clássico, aquele sujeito preparado para negociar e driblar os obstáculos!

São extrovertidos e têm muita iniciativa, mas, com frequência, acabam passando por cima das pessoas, podendo se tornar impacientes e arrogantes. Eles não agem a partir da empatia, ou da criatividade, ou da novidade; são movidos pela possibilidade de alcance de um objetivo.

8. Implementador

O implementador transforma as ideias do pensador e do especialista em um plano de ação tangível e aplicável. Como o analista, é um sujeito pé no chão, pautado por um senso de realidade aguçado. Geralmente, essas pessoas precisam de organização para poder trabalhar, e lidam bem com a hierarquia clássica de superiores e subordinados.

É um dos grandes executores do projeto, pois sua praticidade inspira e dá estabilidade ao time. Contudo, não lidam bem com mudanças bruscas, tendendo a se apegar a um roteiro rígido de ação. Pode desenvolver um comportamento individualista e nada amigável.

9. Realizador

Assim, como o implementador, o realizador é dedicado à execução e completude de uma tarefa. Atento aos detalhes, se esforça ao máximo a cumprir o que foi combinado e a entregar tudo no prazo. Também se sente bem lidando com a hierarquia tradicional.

Não é muito aberto a inovações e pode ignorar ideias revolucionárias por não enxergar aplicabilidade nelas. Por ser perfeccionista de carteirinha, é valorizado em cargos e demandas que exigem um alto grau de precisão e foco.

Por que conhecer a sua equipe é fundamental?

Esses são os noves perfis que Belbin identificou no ambiente de trabalho.

A longo da leitura, você deve ter se identificado fortemente com um deles ou até com mais de um, certo? Isso é normal. Geralmente, um único indivíduo pode apresentar alguns desses comportamentos, e se sentir em completa dissonância com o restante.

Se você desempenha o papel de líder de um grupo, saiba que é fundamental identificar essas tendências comportamentais. A performance de cada membro do time só melhorará quando suas habilidades e interesses estiverem alinhadas às tarefas desempenhadas. Conhecer a sua equipe fará com que você se comunique com ela de forma efetiva e saiba canalizar seus esforços de forma construtiva, gerando resultados positivos.

Não dá pra imaginar uma pessoa com perfil implementador performando bem sob as demandas de um pensador ou coordenador, certo? O contrário também é verdadeiro. Lembre-se, contudo, de que a equipe ideal é aquela que equilibra todas essas características, ou seja, que tem todos os perfis de Belbin interagindo em harmonia.

Quer conhecer novas ideias e estratégias para engajar os colaboradores de sua empresa? Confira então as seis maneiras de engajar pessoas nas organizações!

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