Você já aprendeu algo hoje?
Não?
Pois saiba que o aprendizado constante é a chave para nossa evolução. Sem aprendizagem não há progresso, não há novas descobertas e avanços, há apenas estagnação.
A chama que alimenta essa vontade de aprender? A curiosidade.
Pare de ler por um minuto e reflita: o que desperta sua curiosidade?
Qual assunto, mesmo que inusitado e aparentemente impraticável, faz com que você queira saber mais, pesquisar mais, ir além?
É a partir dessa chama, e da consciência de que ela existe em cada um de nós, que descobrimos nosso potencial, superamos os obstáculos e vamos ao encontro de nossos objetivos.
Hoje, portanto, convidamos você para uma reflexão sobre a curiosidade, e como ela nos leva a expandir nossos horizontes.
Preparado? Então vamos lá!
Como vivemos a curiosidade atualmente?
Você deve conhecer pessoas que detestam ler, ou que saíram da faculdade prometendo nunca mais voltar, certo?
Outros, ainda, veem a escola como sua inimiga número um e se consideram sobreviventes do sistema educacional brasileiro.
Essa é uma triste realidade no Brasil, mas também em outros países. Por quê?
O que acontece, como já exploramos no artigo As escolas incentivam a criatividade, é que a escola padroniza o pensamento e, mesmo sem ter a intenção, apaga a chama da curiosidade.
Pense só em quantas vezes você pôde, de fato, estudar o que gostava ao longo dos anos em que frequentou o Ensino Básico e o Médio?
É verdade que muitos jovens não têm uma noção clara de quais são seus interesses e habilidades, então é necessário mostrar um pouco de tudo para que eles percebam quais são suas opções futuras.
Contudo, o caráter obrigatório, rotular, e até punitivo da dinâmica escolar faz com que muitos alunos criem uma aversão a ela, enxergando o ambiente e seus procedimentos como inúteis, retrógrados e desinteressantes.
Esse processo resulta na desvalorização do ato de “aprender”!
Como poderia (e poderá) ser diferente?
Imagine uma escola em que os alunos aprendem conforme seus interesses, e direcionam seus estudos à medida que sua identidade vai sendo formada.
Imagine um ambiente que ajuda a desenvolver as habilidades realmente necessárias para a vida, como a empatia, a autonomia, o proativismo e a comunicação.
Parece um sonho, não é mesmo? E é: o sonho da escola do futuro, um ambiente no qual aprender é um prazer e não uma obrigação, em que cada criança é estimulada a descobrir as próprias respostas e a não se contentar com verdades impostas.
Uma ideia é transformar os primeiros anos escolares, o que conhecemos como Educação Infantil e Ensino Fundamental em oportunidades de formação do indivíduo, de estudos multidisciplinares e aperfeiçoamento de habilidades sociais.
Seres humanos conscientes de si tendem a identificar, com mais facilidade, o assunto que mais desperta sua curiosidade.
Responda com toda sinceridade: de que adianta fazer com que Joana memorize o nome dos elementos da Tabela Periódica, se ela se identifica com cálculos avançados da Matemática e da Trigonometria?
De que adianta obrigar todos os alunos de uma turma, independente de seus múltiplos e variados interesses, a decorar o nome dos regentes da Inglaterra?
Não adianta muito, não é verdade? Afinal, só permanece conosco aquilo com o que nos identificamos, que faz algum sentido para nós ou que tem uma aplicação prática em nosso cotidiano.
A chama que nos leva a aprender
Então já sabemos que a chama do aprendizado e do constante aperfeiçoamento é a curiosidade.
Trata-se de uma capacidade que nos leva a experimentar e a investigar novos estímulos, abordagens, teorias e práticas e que garante que estejamos em constante movimento.
O curioso é geralmente aquele que vai atrás de versões diferentes para a mesma história, desde que se identifique com ela.
Na escola, é aquele que pega livros na biblioteca, que varre a internet atrás de um assunto, que faz pesquisas por sua própria conta e compartilha com os colegas suas descobertas.
Todos nós somos o curioso em algum momento, pois compartilhamos com ele esse ímpeto investigativo. Com o passar dos anos, entretanto, e com a solidificação de certezas, essa chama vai se apagando.
Você nunca percebeu isso?
Acontece que chega uma hora em que nos consideramos sábios o suficiente para deixar de buscar, julgando já ter encontrado todas as respostas.
Desse ponto em diante, permanecemos estagnados e avessos a tudo que contraria nossa “velha opinião formada sobre tudo”, como bem dizia Raul Seixas.
Escolha ser a metamorfose ambulante
Você quer uma vida de aprendizado, de novos desafios e superação? Trate de manter a chama da curiosidade bem acesa.
E como fazer isso?
Bem, não há uma receita pronta que vá funcionar para todos igualmente, mas podemos dizer que nutrir uma postura de “eterno aprendiz” e evitar crenças e certezas enraizadas já é um bom começo.
Lembre-se das palavras do filósofo Sócrates, a afirmação de que “a única verdadeira sabedoria é saber que você não sabe de nada”!
Então, esteja aberto a novas experiências e ideias, assuma o risco de se surpreender até com a mais simples das revelações.
Faça do aprendizado a meta de sua vida, como propõe Henrique Vedana, sócio fundador da Manifesto 55, em sua participação no evento TEDx organizado pela Unisinos, em 2013, e comece a colher bons resultados.
Seus horizontes serão imediatamente expandidos!
Transforme seu conhecimento em prática
Além de permanecer receptivo a novos tipos de aprendizado e experiências, é essencial também transformar o conhecimento adquirido em prática.
Afinal de contas, não adianta saber muito e guardar o conhecimento para si.
Até porque o verdadeiro conhecimento é aquele compartilhado, dialogado, construído camada por camada.
Conhecimento acumulado sem aplicabilidade se esvai com o vento, assim como um castelo de areia.
É preciso, a todo momento, trabalhar para manter a estrutura do castelo firme, à prova de turbulências!
Mantenha a chama da curiosidade acesa, encontre seu potencial criativo e não aceite ser “apenas mais um”.
Viaje por caminhos novos, questione paradigmas antigos e permita-se descobrir o mundo por outra ótica. Essa é, de fato, a única maneira de nunca parar de aprender e de fazer a diferença!
E então, disposto a aprender algo novo?
Deixe um comentário e nos conte o que mantém sua curiosidade acesa, sobre o que você gostaria de aprender.
3 thoughts on “E se nunca parássemos de aprender?”