Como já diria Guimarães Rosa, cada criatura é um rascunho a ser retocado sem cessar. E quem duvida disso? Estamos sempre nos transformando, evoluindo, buscando novos desafios. O universo corporativo, contudo, nem sempre parece estar ciente dessa realidade. Ele espera de seus colaboradores o máximo rendimento em todas as circunstâncias, sem necessariamente dar a eles os instrumentos adequados para o desenvolvimento de lideranças e de suas competências.
Há uma pungente pressão por resultados, por metas, e uma negligência crônica do fundamental: o potencial humano.
Essa dinâmica acaba afetando a performance individual e o desempenho coletivo, e impedindo o desenvolvimento de líderes alinhados às necessidades da empresa, engajados com sua cultura.
Conhecendo esse cenário, decidimos dedicar o artigo de hoje à importância do desenvolvimento de lideranças nas organizações.
Você está pronto para mais uma sessão de aprendizagem mútua? Nós, escrevendo. Você, lendo. Ambos refletindo.
A complexidade interna e externa
Reflita: quantas pessoas podem dizer que trabalham com o que amam?
Hoje é comum vermos nas empresas uma falta de engajamento bilateral, tanto por parte dos colaboradores — que desempenham funções e tarefas nas quais não veem sentido e para as quais não se sentem motivados — quanto por parte dos gerentes e da direção, que permitem que o cenário permaneça assim.
Muitas vezes essa dinâmica é resultado de processos engessados e gargalos cotidianos. Nesse sentido, também pode surgir através de uma liderança centralizada e do foco exclusivo em resultados quantitativos.
Muitos gestores ainda encaram a liderança autocrática como a ideal. Digamos que é uma mentalidade enraizada.
Contudo, o líder que toma decisões unilaterais e que se posiciona em um patamar acima de sua equipe, limitando sua autonomia, prejudica a capacidade produtiva da própria empresa.
Isso porque essa forma de gerir o potencial humano limita a criatividade e a inovação, as quais poderiam ser trazidas por uma equipe engajada no próprio desenvolvimento.
O ambiente de trabalho vira um espaço de competição ao invés de colaboração, o que efetivamente impede o desenvolvimento de lideranças.
A maturação do potencial humano
Nenhum ser humano está pronto. Todos precisamos de um terreno fértil para crescer, para amadurecer nossa autoconfiança e competências técnicas e comportamentais.
Quando o desenvolvimento de liderança não é direcionada ao potencial humano, esse processo de maturação não acontece.
Como resultado, tem-se funcionários fora de sintonia com os processos da empresa e seus produtos, desmotivados e sem perspectiva de melhora.
A organização, nessas condições, fica travada, perdendo oportunidades de negócio e gastando sua vantagem competitiva em iniciativas vãs. O pior? Com o passar do tempo, torna-se obsoleta.
Para evitar cenários como esses, antes de focar nos resultados financeiros é preciso turbinar o desempenho dos colaboradores, capacitá-los, engajá-los, dar-lhes espaço para que descubram e explorem seu potencial.
É por isso que, aqui no blog, defendemos que o estilo de liderança ideal para todo tipo de negócio é a facilitação.
A facilitação e o desenvolvimento de lideranças
Já falamos de facilitação e de como ela é a solução ideal para desbloquear o potencial humano e fazê-lo decolar em ambientes que demandam aprendizado, como instituições de ensino e organizações.
Mas por que batemos tanto nessa tecla aqui na Manifesto 55? Porque somos um time de facilitadores do potencial humano.
Sabemos que essa abordagem promove a sinergia e a harmonização entre a equipe, e consequentemente cria um espaço seguro para o desenvolvimento de lideranças.
O facilitador faz as perguntas certas nos momentos certos, e assim leva os membros da equipe a refletirem e a encontrem a si mesmos, encorajando-os ao protagonismo.
Talentos surgem, habilidades são descobertas e o rascunho da convivência humana vai sendo aperfeiçoado. As vantagens e o progresso são múltiplos.
Vantagem para o colaborador que embarca em uma jornada de autodescobrimento, e vantagem para a organização, cuja produtividade aumenta com a otimização orgânica de seus departamentos e equipes.
No ambiente de facilitação, empatia é criada e, com ela, novos líderes surgem no contexto da própria empresa.
Também acreditamos que facilitação é um dos grandes incentivadores da colaboração!
A valorização dos profissionais que nadam contra a corrente
Você pode estar pensando algo como: “Mas isso é uma ilusão. No mundo, as pessoas não estão tão inclinadas a se engajar nesse processo de autoconhecimento.”
É verdade que muitos — senão a maioria — se dedica apenas a seguir a correnteza, nem cogitando encontrar ou explorar seu potencial.
No entanto, cresce cada vez mais o número de indivíduos “despertos”, ou seja, conscientes de suas escolhas, críticos em relação ao seu trabalho, e que não hesitam olhar para si mesmos e iniciar um trabalho de evolução interna.
O trabalho do facilitador segue essa lógica de conscientização. Nas empresas, ele funciona como um canal por meio do qual os membros da equipe desenvolvem habilidades e competências de forma colaborativa. Ele é o terreno fértil a partir do qual novas sementes de liderança brotam.
Argumentamos que a facilitação está em foco porque, no mundo acelerado e complexo em que vivemos, os profissionais estão se dando conta de que é necessário atingir um equilíbrio interno para conseguir vencer os desafios externos.
As empresas valorizam profissionais proativos e engajados no próprio aprimoramento, e o líder facilitador é aquele que joga luz sobre esses indivíduos, permitindo seu pronto reconhecimento.
O desenvolvimento de lideranças e a criação de engajamento
Quer conhecer de perto o trabalho de um facilitador, aprender a desbloquear o potencial de sua equipe e favorecer o desenvolvimento de lideranças?
O curso Fundamentos da Facilitação e a formação avançada em Desenho e Facilitação de Processos Colaborativos vão ensiná-lo a ter reuniões, encontros e até conversas mais engajadoras e produtivas e a facilitar processos colaborativos. É destinado a gestores de equipes, consultores, educadores e entusiastas do potencial individual e coletivo.
Nele, trabalhamos a arte do diálogo, habilidade essencial para conectar pessoas e promover a transformação em ambientes de trabalho e estudo.
Sabemos que o ser humano está em constante evolução. O desenvolvimento de lideranças nas organizações por meio da facilitação acomoda essa característica básica de nossa constituição e proporciona a descoberta de potencialidades e o alcance de um diferencial.
De fato, vemos o desenvolvimento de lideranças como uma consequência natural do processo de facilitação!
Quer saber como facilitar o diálogo e a colaboração entre turmas e equipes, bem como o desenvolvimento do potencial humano? Quer entender melhor como ocorre o processo de facilitação?
Então fique atento à nossa agenda e não deixe de se inscrever quando a oportunidade surgir!
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